Advancements in Wound Treatment Techniques
Atualização no Tratamento de Feridas
FERIDA
Definição – 1
Qualquer lesão corporal que pode ou não apresentar solução de continuidade, varia de acordo com sua localização, agente ou causa.
Definição – 2
É definido como qualquer tecido epitelial ou mucoso que apresenta efeitos nocivos em suas funções básicas.
Introdução
A saúde é uma área de trabalho na qual a pesquisa científica e a prática clínica estão em constante progresso, visando melhorar a recuperação dos pacientes.
Desde a era pré-histórica, eram preparados emplastros com folhas e ervas com o intuito de conter hemorragias e promover a cicatrização. Com o passar do tempo e a evolução das civilizações, foram aperfeiçoados diversos métodos, como o uso de gessos, ervas, mel, cauterização de feridas com ferro quente ou óleos ferventes, desinfecção com vinho e álcool, utilização de banha de origem animal, incenso, mirra, etc.
Os habilidosos embalsamadores egípcios utilizavam processos de limpeza para o tratamento de feridas, empregando óleos vegetais e emplastros, além de cobrir as feridas com faixas de algodão.
Na civilização grega e posteriormente na romana, o tratamento de feridas também assumiu um papel de destaque. Utilizavam gessos, banha, óleos minerais, pomadas e vinho.
No período medieval, a figura da bruxa assumiu um papel importante no tratamento de feridas, utilizando plantas medicinais, teia de aranha, ovos e óleo de cauterização associado ao calor das orações. O corpo humano era considerado sagrado, um lugar de residência de forças espirituais demoníacas. Na mesma época, desenvolviam-se mosteiros e estudos sobre fitoterapia, enfatizando a importância da manutenção da ferida limpa, remoção de corpos estranhos e tecido necrótico, controle da necessidade de sangramento, através de compressões locais, cauterizações e ligaduras.
Um relatório médico sobre a emergência da penicilina (na Primeira Guerra Mundial) representou um grande avanço no controle de infecções. O progresso nos anos seguintes trouxe conceitos que chegaram com a manutenção do leito da ferida úmido, pois essa condição acelera o processo de cicatrização.
Historicamente, o tratamento de feridas tem como filosofia proporcionar ação cirúrgica contra agentes externos, sejam físicos, mecânicos ou biológicos. A preocupação com a contaminação por microrganismos levou a instituições técnicas de cura, onde os princípios básicos eram a manutenção da ferida limpa e seca.
A cicatrização era feita e estudada por médicos. Na década de 30, a tarefa foi transferida para enfermeiros. Na década de 40, a responsabilidade passou a ser da enfermeira mística:
– Técnica de não toque em pacientes
– Esterilização da água e do material preparado;
– Uso de máscaras e aventais;
– Duas enfermeiras: uma suja e uma limpa;
– Colocação do material no carrinho;
– Lavagem das mãos com frequência;
– Troca diária de curativos, uma ou duas vezes;
– Uso de pinças e algodão;
No inverno de 1962, foi demonstrado que o ambiente úmido, assim como colágeno e enzimas como as proteinases, capacitam as células a migrarem através da ferida para áreas onde há fibrina. A epitelização, que significa migração celular, favorece condições de cicatrização. Quando uma ferida seca e forma uma crosta, as células epiteliais precisam penetrar mais profundamente na lesão para encontrar um ambiente úmido que permita sua proliferação. Assim, uma ferida que seca e apresenta maior atividade metabólica requer mais tempo para cicatrizar. A crosta também é um fator que prejudica a visualização da evolução do processo cicatricial e muitas vezes impede complicações no diagnóstico precoce de doenças infecciosas.
Recentemente, houve uma avaliação crítica dos métodos e mudanças baseadas em pesquisas práticas.
Nos últimos anos, houve uma explosão de novos produtos para o tratamento de feridas. Esses produtos foram desenvolvidos para ter um efeito funcional.
FERIDOLOGO
É aquele que se ocupa dos estudos, investigações e tratamentos de feridas.
E aquele que “vê” além da ferida, se preocupa com o paciente/cliente de forma holística, considerando o corpo e a alma. Não é onipotente, mas se apega a preceitos éticos, certificando-se de que as feridas devem ser tratadas com uma abordagem interdisciplinar, pois há conhecimentos específicos em cada área que podem ser acrescentados por outros profissionais habilitados.
E aquele que reúne diversos conhecimentos e experiências, compartilhando e adquirindo novas metodologias.
E o feridólogo que respeita a fisiopatologia da cicatrização, conhece os fatores que podem retardar ou acelerar o processo.
E aquele que se importa com o que? Com qual? E com quais? Os meios diagnósticos que fazem ou corrigem, através de uma anamnese adequada. Qual é o meio para identificar o período evolutivo da cicatriz, pois certos fatores são fundamentais na escolha do tratamento. O que significa saber tratar a ferida idealmente, segundo os recursos disponíveis, de acordo com os fatores socioeconômicos do paciente e do serviço de atendimento.
E não é qualquer um que se preocupa em usar apenas as propostas de tratamento pré-definidas, mas aquele que busca novas soluções e métodos alternativos, sabendo levantar e improvisar o que for necessário para resolver o que for mais eficaz, esforçando-se para diminuir o fator custo-benefício.
E aqueles que se preocupam, além do “fechamento” da ferida, com a restauração da atividade funcional na área traumatizada.
E quem sabe respeitar o cliente, conquistar sua confiança, envolvê-lo e fazê-lo participar ativamente do tratamento de sua própria ferida, mostrando que sua colaboração é realmente importante.
E um trabalho que preza pela ética e clareza.
E que usa o bom senso para superar obstáculos, transpondo barreiras quando apropriado.
O feridólogo melhora a qualidade de vida de seus clientes, oferecendo-lhes o melhor tratamento!
UMA EQUIPE POR QUÊ?
A IMPORTÂNCIA DA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR
O trabalho em equipe é tudo, mais do que necessário, vaidades pessoais devem ser deixadas de lado em prol do grupo, e é necessário conhecer e respeitar o espaço de cada membro, seus direitos e deveres. Chegar a formar uma equipe multidisciplinar é o primeiro passo, mais do que qualquer coisa, adiantaria atuar como membros individualmente, sem se preocupar com o todo. A formação de um grupo interdisciplinar ideal, onde cada profissional ocupa sua área específica, deve ocorrer em paralelo, para que o tratamento seja abrangente e integrativo, onde a troca de informações é fundamental. É necessária uma avaliação inicial abrangente, com o envolvimento de quantos profissionais forem necessários. O tratamento será terapêutico, bem como alternativo, e a realização de avaliações regulares para a evolução é essencial. Participar de cursos de reciclagem profissional é tão importante quanto, pois vale mais do que a extinção de milhões de dinossauros há anos. A ordem é reciclar!
Com objetivos semelhantes, pensadores ideais, e no início dos anos 2000, vários profissionais se uniram em um grupo organizador intuitivo de estudos, assim nasceu o Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Tratamento de Feridas, caracterizado por ser multifocal e com base na cibernética. É um núcleo dinâmico e iterativo, com propostas simples e ambiciosas. Com a esperança de que no novo milênio possamos fortalecer continuamente nossos objetivos, ou seja, melhorar a qualidade de vida daqueles que atendemos.
No trabalho desenvolvido por uma equipe interdisciplinar, idealmente, uma avaliação inicial deve ser feita por um médico e/ou enfermeiro que determinariam o tipo de ferida e o tratamento a ser solicitado, podendo outros profissionais intervir quando conveniente.
Convidamos todos os FERIDOLOGOS a opinar sobre qual deve ser o papel dentro de uma equipe interdisciplinar ideal!
– Médico
– Enfermeiro
– Auxiliar e Técnico de Enfermagem
– Fisioterapeuta
– Terapeuta Ocupacional
– Podólogos
– Técnico de Órteses e Próteses
– Nutricionista
– Psicólogo
– Farmacêutico
– Microbiologista
– Assistente Social
– Bioquímico
– Biólogo
– Bioengenheiro
– Engenheiro Agrônomo
– Veterinário
– Dentista
– Jornalista
– Cliente
– Família
ANATOMIA DA PELE
EPID
É um epitélio estratificado escamoso queratinizado de origem ectodérmica.
– Camada Basal: Também chamada de camada germinativa, apresenta intensa atividade mitótica, sendo responsável pela renovação constante da epiderme. Forma uma membrana que separa a epiderme da derme.
– Camada Espinhosa: Suas ramificações possuem células que perdem citoplasma. Possui tonofibrilas e desmossomas que têm a função de manter a coesão das células escamosas e, consequentemente, sua resistência à abrasão. Quanto maior a exposição à abrasão, maior será essa camada.
– Camada Granulosa: Células em que se observam grânulos citoplasmáticos grosseiros e basofílicos (grânulos querato-hialinos que contribuem para a constituição do material interfilamentar da camada córnea).
– Camada Lúcida: Células achatadas, hialinas e eosinofílicas, cujo núcleo e organelas desapareceram. O citoplasma contém numerosos filamentos compactados e envoltos por material denso. Ainda podem ser observados desmossomas entre as células.
– Camada Córnea: Composta por células achatadas, mortas e sem núcleo. Com substância citoplasmática em grande quantidade, chamada de escleroproteína queratina.
DERM
Tecido conjuntivo que apoia a epiderme. Espessura máxima de 3 mm na região plantar.
– Camada Papilar: Fina, composta de tecido conjuntivo frouxo, que penetra nas papilas dérmicas. Nesta camada, foram descritas fibras de colágeno especiais que inserem a membrana basal e penetram na derme profunda, com a função de fixar a epiderme.
– Camada Reticular: Mais espessa, composta de tecido conjuntivo denso. Apresenta menos células e abundantes fibras de colágeno, sendo mais espessa que a camada papilar.
HIPODERMOS
É tecido conjuntivo frouxo formado pela união firme aos órgãos subjacentes da derme. Possui uma camada hipodérmica de tecido adiposo variável da região e nutrição, dependendo da formação de uma camada chamada de adiposidade, que fornece isolamento térmico, conferindo proteção contra o frio.
FERIDA
1 – CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS
a– Quanto à causa:
– Aberta – Incisão cortante em região do corpo
– Intencional ou cirúrgica.
– Fechada – Excisão (trauma interno)
– Aberta – Quebra de tecidos internos/externos
Ou são acidentalmente traumáticas
– Fechada – Quebra de tecidos internos/externos
– Úlcera de pressão
– Úlcera venosa
– Lesões ulcerativas – úlcera arterial
– Úlcera varicosa
– Úlceras gástricas
b– Estágio da Lesão
Primeiro: A pele está intacta, porém vermelha ou pálida;
Segundo: A ferida na epiderme rompeu, aberta com a exposição da derme. Presença de eritema, edema e exsudação.
Terceiro: Quebra da integridade da epiderme, derme e tecido subcutâneo. Requer mais tempo para cicatrização.
Quarto: Quebra da integridade de toda a pele, atingindo também a hipoderme, músculo e até osso. Requer reparação cirúrgica com enxerto.
c– Quanto à etiologia
– AGUDA: quando há quebra da vascularização desencadeando o processo de hemostasia.
– CRÔNICA: quando o processo cicatricial segue uma sequência fisiológica.
d– Quanto ao conteúdo microbiano da ferida, classifica-se como:
– Limpa: Isenta de microrganismos.
– Limpa contaminada: Lesão com menos de 6 horas de trauma e atendimento, sem contaminação significativa.
– Contaminada: Lesão com mais de 6 horas de trauma e com atendimento e presença de poluentes, mas sem processo de infecção.
– Infectada: Presença de agentes infecciosos e reação local com evidência de intensa inflamação e destruição de tecidos, podendo haver pus.
e– Quanto ao agente:
– CORTANTE OU LACERANTE: produzido por objeto afiado, com bordas ajustáveis para reconstituição.
– PERFURANTE: produzido por objetos que resultam em pequenas aberturas na pele.
– Contuso: produzido por objeto contundente.
– ESCORIAÇÃO: produzida por atrito.
– Venenos: causados por animais peçonhentos.
– TÉRMICO: causado pela exposição ao frio ou calor extremo.
– Patológico: causado por fatores intrínsecos.
– Iatrogênico: decorrente de procedimentos ou tratamentos, como radioterapia.
A enfermeira deve avaliar cuidadosamente todos os aspectos da ferida, observando:
Tamanho
Formato
Profundidade
Localização
Bordas
Coloração
Tipo e quantidade de tecido necrótico
Presença de cavidades e túneis
Tipo e quantidade de exsudato
Presença de edema
Tecido de granulação
Reepitelização
Aparência da região peri-lesional: presença de edema, crepitação, flutuação, escavação ou do tecido.
Presença de edema: avaliar o tipo de edema
deficiência
linfedema
venoso
f– Quanto à forma
Irregular
Geográfica
Quadrada
Retangular
Oval
Linear
Circinada
g– Quanto ao exsudato, as feridas podem ser classificadas como:
g1 – Quantidade de exsudato
– Seco (sem exsudação)
– Exsudação leve (1-2 ml/24 horas)
– Exsudação moderada (2-5 ml/24 horas)
– Exsudação intensa (mais de 5 ml/24 horas)
g2 – Tipo de exsudato
Exsudato seroso
Exsudato hemorrágico
Exsudato supurativo
Exsudato fibrinoso
Fibrina
2 – PROCESSO CICATRICIAL
A cicatrização compreende processos de degradação, catabolismo, digestão, limpeza, e reparação e proliferação. As respostas metabólicas do corpo, celulares e bioquímicas compreendem fatores do tecido afetado. A evolução do processo cicatricial está relacionada a fatores locais e sistêmicos que podem interferir na fisiologia do processo cicatricial.
a– O PROCESSO CICATRICIAL E A FISIOLOGIA
A cicatrização ocorre em três fases:
a – Fase inflamatória ou exsudativa – coagulação ativa do sistema. Promove o desbridamento e a defesa da ferida contra microrganismos.
a.1– Fase plaquetária: A primeira resposta à hemostasia é caracterizada pela vasoconstrição. As plaquetas são responsáveis pela ativação da cascata de coagulação.
a.2– Fase granulocítica: Liberação de enzimas proteolíticas mediadas por granulócitos (elásticas, colágeno e ácidos-hidrolíticos) aumenta o fluxo sanguíneo (vasodilatação), perda de fluidos, proteínas e células, resultando em permeabilidade capilar (produção de exsudato); o processo ocorre em quimiotaxia (atração de células fagocitárias, primeiro neutrófilos e depois macrófagos) e fagocitose (neutrófilos e macrófagos digerem bactérias e detritos celulares).
a.3– Fase dos macrófagos: Os macrófagos iniciam a secreção de proteases, fatores de crescimento e substâncias vasoativas que dão continuidade ao desbridamento e exercem função central nas fases subsequentes da cicatrização.
b – Fase Proliferativa:
GRANULAÇÃO: formação de um novo tecido (tecido composto por capilares, colágeno e proteoglicanos). A liberação de fatores angiogênicos pelos macrófagos estimula a proliferação das células endoteliais dos vasos. Nesta fase, ocorre a produção de colágeno pelos fibroblastos.
EPITELIZAÇÃO: nesta fase, as principais propriedades são a formação de um novo tecido conjuntivo e epitelização. Caracteriza-se pela redução da vascularização e aumento do colágeno. As principais características da epitelização são a migração e divisão das células mitóticas que iniciam na ferida. Durante a maturação do processo, as células epiteliais se dividem nas camadas basais e se deslocam para o topo.
CONTRAÇÃO: redução do tamanho da ferida pela ação de fibroblastos especializados.
c – Fase de maturação: o processo de remodelação ocorre com a redução da vascularização e do colágeno. A cicatriz torna-se clara e plana.
d– FATORES LOCAIS E SISTÊMICOS QUE PODEM INFLUENCIAR O PROCESSO CICATRICIAL
A cicatriz fisiológica, em média, não excede 2-3 semanas. A cicatrização lenta pode estar relacionada a distúrbios:
Relativos a agentes nocivos
a – Extensão da lesão:
– Quantidade
– Penetração
– Potencial de produção de doença do agente invasor (virulência, toxicidade, agentes químicos e citotoxicidade da radiação)
b – Duração e persistência do agente lesivo
– Da exposição à duração do agente lesivo
– Corpos estranhos e resistência à digestão por enzimas orgânicas
Fatores locais
– Desvitalização e necrose tecidual.
– Infecção
– Corpo estranho
– Deficiência de irrigação sanguínea.
– Hematoma, edema, seroma.
– Tensão na linha de sutura.
– Hipo e hiper-hidratação
Fatores sistêmicos
– Má oxigenação e suprimento sanguíneo baixo.
– Doenças metabólicas (diabetes, hipertireoidismo, etc.)
– Deficiência de vitaminas C, A, K
– Deficiência de proteínas (ingestão ou absorção)
– Medicamentos citotóxicos, corticosteroides, anti-inflamatórios.
– Irradiação
– Idade.
– Obesidade
Relativos à cicatrização:
– Uso de agentes citotóxicos (iodopovidona, clorexidina)
– Produtos que aderem à ferida (gaze)
– Remoção do curativo anterior
– Execução de técnica incorreta ou cicatrização.
e– TIPOS DE CICATRIZAÇÃO
Dependendo da competência do tecido lesado, classificamos o processo cicatricial:
– CICATRIZAÇÃO DE PRIMEIRA INTENÇÃO
Ocorre quando há mínima perda de tecido e as bordas são passíveis de sutura. Neste tipo de cicatrização, é necessário manter o meio úmido. A cicatrização ocorre rapidamente, mesmo após 48 horas.
– CICATRIZAÇÃO DE SEGUNDA INTENÇÃO
Ocorre quando há perda acentuada de tecido e não há possibilidade de fechamento das bordas. O tempo de cicatrização é superior e deve ser mantido o meio úmido.
– CICATRIZAÇÃO POR MISTA DE TERCEIRA INTENÇÃO
Ocorre quando fatores retardam o processo cicatricial ou a primeira intenção requer drenagem aberta para evitar infecção ou para permitir a cicatrização. O tratamento pode ser datado pela primeira intenção.
3 – PROTETORES DA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS
As novas investigações sobre o tratamento de feridas têm respondido ao tradicional tratamento da manutenção da ferida seca. A proposta atual é a manutenção do meio úmido para a cicatrização de feridas abertas. A oclusão cirúrgica para incisões deve ser mantida por pelo menos 48 horas, mantendo a ferida seca e cicatrizando quando necessário.
Essas investigações defendem que o meio úmido para cicatrização traz vantagens pelas seguintes razões:
– Estimula a epitelização e a formação de tecido de granulação, além de aumentar a vascularização na área da ferida.
– Proporciona a remoção de tecido necrótico e a formação de espessamentos que previnem a fibrina.
– Serve como barreira protetora contra microrganismos.
– Promove a diminuição da dor.
– Mantém a temperatura corporal.
– Evita a perda excessiva de líquidos.
– Evita traumas na troca do curativo.
3a– OBJETIVOS DA CICATRIZAÇÃO
A cicatrização tem como finalidade ter uma das seguintes funções:
Manter a umidade na interface da ferida / cobertura
Remover o excesso de exsudato
Permitir a troca gasosa
Promover o desbridamento autolítico
Promover o isolamento térmico
Proteger a ferida de traumas
Ser impermeável a bactérias
Ser isento de agentes tóxicos
Imobilizar
Permitir danos sem remoção do tecido neoformado
3b– NORMAS BÁSICAS PARA A ASSEPSIA NA CICATRIZAÇÃO
– Lavar bem as mãos com água e sabão antes e após a realização do curativo.
– Usar instrumentos estéreis.
– Obedecer à assepsia inicial para evitar a contaminação do material.
– Usar luvas na possibilidade de contato com sangue ou outros fluidos corporais (a técnica correta é usar luvas estéreis).
– O curativo deve ser removido para inspeção e deve ser trocado.
3c– NORMAS PARA A REALIZAÇÃO DO CURATIVO
Os procedimentos para a realização do curativo devem ser de acordo com a intervenção proposta e a função do grau de contaminação do local.
Lesões abertas: Não há definição da necessidade de técnicas estéreis (assépticas) ou técnicas limpas (material estéril ou não limpo, mas com procedimentos de limpeza adequados e água tratada, estéril para a realização do curativo).
A utilização da técnica limpa é possível em muitos casos de tratamento em ambiente domiciliar.
No ambiente hospitalar, essa técnica deve ser evitada devido ao aumento da contaminação.
3d – CICATRIZAÇÃO SEM EXSUDATO
FERIDA ABERTA
meio úmido
A angiogênese acelera
A quimiotaxia favorece elementos
Previne a desidratação celular
A membrana celular é permeável
O tecido proporciona a remoção do tecido desvitalizado
Diminui a dor
meio oclusivo
Hipóxia
Estimula a angiogênese
Ativa os macrófagos
Estimula os fibroblastos
A síntese de colágeno aumenta
Mantém a temperatura do leito da ferida
Protege a ferida
cuidado
O prolongamento da hipoxia desencadeia macrófagos
Na mitogênese diminui a camada basal
Aumenta o risco de infecção
Aumenta o risco de maceração tecidual
INDICAÇÕES
Fase exsudativa e proliferativa
Feridas com sinais clínicos e laboratoriais de infecção ou
Feridas com pouco ou médio exsudato
Feridas com danos parciais
3e– FERIDA DATADA
a – Limpar com solução salina 0,9%.
b – Manter o curativo seco e ocluído por 48 horas.
c – Após esse período, realizar a troca do curativo.
3f – Cateteres, introdutores e fixadores externos
O processo de limpeza é fundamental em qualquer realização de curativo, pois nem todos os procedimentos de curativo visam a cicatrização da ferida, pois lesões intencionais de inserção de dispositivos ou com fins terapêuticos ou diagnósticos, cuja manutenção deve ser seca para evitar a colonização. Esses dispositivos devem permanecer limpos e a solução antisséptica deve ser utilizada, como clorexidina ou PVPI, para minimizar a colonização bacteriana.
3g– CICATRIZAÇÃO COM EXSUDATO
Com ferida drenada
a – O curativo não deve ser drenado, a limpeza deve ser feita com solução salina 0,9% separadamente da incisão do primeiro e sempre deve ser feita localmente ou em áreas menos contaminadas.
b – O curativo deve ser limpo e coberto. Isso significa que a quantidade de drenagem deve ser monitorada.
c – O sistema de drenagem aberto (ex: tubular) deve ser coberto ou com bolsa coletora para verificar o débito.
d – Alfinetes não são indicados para evitar a mobilização dos drenos Penrose, pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização local.
e – A mobilização do dreno fica a critério médico.
f – Os locais de inserção dos drenos devem ser protegidos durante o banho.
LESÕES ABERTAS
a – O curativo deve ser limpo, coberto e a manutenção do meio úmido. O tipo local depende do tratamento e das condições da ferida.
b – O número de trocas do curativo deve ser proporcional às características da drenagem e secreção, devendo ser secundário ao saturamento do curativo.
c – A coleta de material para bacterioscopia e cultura deve ser preferencialmente por biópsia ou swab para aspirar o exsudato, devendo ser claro antes de ser coletado o material mais profundo.
4 – MEDINDO FERIDAS
Existem várias maneiras de documentar o tamanho, profundidade e formato das feridas:
Fotografia: a imagem deve ser capturada usando uma máquina fotográfica, sempre da mesma distância e do mesmo ângulo da ferida. O paciente deve ser posicionado sempre da mesma forma.
Não esquecer de identificar e colocar dados na imagem.
As máquinas digitais podem ser mais precisas (ajuste de zoom e cálculo da área).
Filmes transparentes de milímetros podem ajudar a calcular a área total.
Régua: Com a ajuda de uma régua, podemos medir o comprimento da ferida. Para calcular a área em cm², basta multiplicar o comprimento pela largura. O comprimento deve ser sempre medido verticalmente (cefalocaudal) e a largura horizontalmente.
Filme transparente quadriculado: filme sobre a ferida e contar todas as linhas de cruzamento entre verticais e horizontais. Quando o quadrado for de 1 cm, cada quadrado valerá 1 cm²; quando for de 0,5 cm, dividir o valor final por 4.
Filme transparente: Aplicar um filme transparente sobre a ferida. Com uma caneta porosa, contornar a área da ferida. Devem ser pontilhadas as cavidades subcutâneas. Para determinar as áreas envolvidas, dividir em quatro quadrantes para calcular a porcentagem ou a área envolvida.
Swab: Túneis e cavidades podem ser medidos usando um swab estéril (com ou sem compressão) para fazer a entrada na ferida. Inserir o swab nas cavidades da ferida, sob a superfície. Marcar a superfície em contato com uma caneta. Com a ajuda de uma régua, medir a profundidade que penetrou na ferida.
Alginate de cálcio em pó: O alginato de cálcio pode ser usado para medir cavidades. Posicionar o alginato de cálcio estéril em uma cuba. Adicionar solução salina 0,9% até formar uma massinha. Com uma espátula estéril, preencher todas as cavidades. Deixar secar, remover e pesar, pois pode ser utilizado para registro.
Soro fisiológico: Aspirar 0,9% com uma seringa de 20 ml. Preencher todas as cavidades da lesão, registrando a quantidade necessária para preencher a ferida ou o buraco.
Tamanho: Medir uma das feridas usando as técnicas descritas acima: fotografia, régua, filme transparente quadriculado, filme transparente, swab.
5 – CUIDADOS COM A PELE PERI-LESIONAL
A pele ao redor da ferida fica frágil e desnutrida, podendo surgir uma série de problemas:
Devido ao trauma da remoção de adesivos;
Alergia a fita ou ao curativo, aparecendo vermelhidão, eritema, bolhas;
Secura e descamação da pele quando se usa principalmente bandagens ou curativos;
Acúmulo de escamas ao redor da ferida, o que é comum quando não se faz cuidados rotineiros de saúde (banho e hidratação).
6 – CICATRIZAÇÃO
PRODUTOS QUÍMICOS UTILIZADOS NA CICATRIZAÇÃO:
Peróxido de Hidrogênio:
Tem efeito destrutivo sobre bactérias anaeróbicas. Ajuda na remoção de tecidos mortos, afetando a formação do tecido de granulação. Pode ser utilizado em irrigação;
AÇÚCAR:
Muito utilizado na década de 80.
Composição: 89,5% de sacarose
7,6% de glicose
vitaminas B2, B6, ácido pantotênico e ácido nicotínico
Pressupõe-se que a ação do açúcar se dá pela interação com o exsudato da ferida, formando uma substância hiperosmolar que possui propriedades bacteriostáticas e bactericidas.
Alguns autores afirmam que os cristais de sacarose poderiam ser hidrolisados em glicose nas lesões, aumentando a oferta de nutrientes.
O açúcar, tendo efeito higroscópico, provoca a diminuição do edema e estimula os macrófagos, promovendo a formação mais rápida do tecido de granulação.
A ação antimicrobiana é definida pelo seu poder osmótico concentrado, que desidrata os microrganismos, causando sua destruição.
Alguns autores citam que a fermentação do açúcar resulta na produção de álcoois, que têm efeitos antissépticos nas lesões.
O mecanismo de ação mais aceito para explicar o efeito do açúcar nas feridas está relacionado à produção hiperosmótica do meio. Portanto, quando se usa açúcar, deve-se fazer trocas frequentes, pois o meio deve permanecer hiperosmótico para impedir o crescimento bacteriano.
IODO:
É citotóxico para fibroblastos e diminui a epitelização, retardando a força tensil da ferida. Prejudica a microcirculação, afetando o processo de cicatrização da ferida;
Não deve ser usado em feridas exsudativas, onde há diminuição da exsudação e colonização da ferida, sem infecção.
Clorexidina:
Tem eficácia reduzida rapidamente na presença de matéria orgânica (pus, sangue). É altamente agressiva ao processo de cicatrização. Pode ser utilizada em veículo aquoso.
HIPOCLORETO DE SÓDIO:
É utilizado de diferentes formas: Solução de Dakim, EUSOL, Milton. Não há provas positivas quanto à sua eficácia.
SORO FISIOLÓGICO 0,9%
É o agente de limpeza mais seguro, não deve ter diferença de temperatura para evitar vasoconstrição. É o tratamento de escolha para a maioria das feridas.
Curativo estéril não aderente
É um curativo não aderente indicado como cobertura primária para lesões planas, com a função de proteger traumas úmidos.
Composição: tecido de acetato de celulose, impregnado com emulsão de petrolato, solúvel em água, não aderente e transparente.
Mecanismo de ação: Proporciona não aderência à ferida e permite o livre fluxo de exsudatos.
Indicação: Lesões superficiais, queimaduras, úlceras, áreas receptoras de enxertos, abrasões, lacerações e demais lesões que não necessitem de curativo aderente.
Contraindicação: cicatrização por primeira intenção e feridas infectadas.
Periodicidade da troca: Trocar o curativo que apresentar contato aderente ou de acordo com a saturação do curativo secundário.
Observações
Produtos derivados de hidrocarbonetos saturados podem causar irritação granulomatosa e maceração.
Requer cicatrização secundária.
Papaína:
É uma enzima proteolítica extraída do leite da casca do mamão. Pode ser apresentada em forma de gel ou pó.
Mecanismo de ação:
– Tem ação de desbridamento químico sobre as crostas necróticas, promovendo a dissociação das moléculas de proteína, resultando em desbridamento químico.
– É bactericida e bacteriostática, além de anti-inflamatória.
– Estimula a força tensil das cicatrizes (promovendo o alinhamento das fibras de colágeno).
– Acelera o processo cicatricial.
Indicação: tratamento de feridas abertas e desbridamento de tecidos necróticos.
Como usar I – Lavar a ferida com solução salina 0,9%
Na presença de tecido necrótico, aplicar uma camada fina de papaína em pó.
Na presença de crostas espessas, usar um bisturi para facilitar a absorção.
Remover exsudato e tecido desvitalizado conforme necessário.
Colocar gaze em contato com a solução de papaína.
Cobrir com curativo secundário. Fixar.
Como usar II
– Na presença de tecido de granulação, a concentração deve ser de 2%.
– Na presença de necrose líquida, deve ser lavada com solução de papaína diluída em 4-6% em solução salina. Pode ser aplicada na ferida com gazes embebidas.
– Na presença de necrose de coagulação, a concentração deve ser de 8-10%, após a escarectomia (corte do tecido necrótico para facilitar a penetração dos agentes proteolíticos).
Periodicidade das trocas: No máximo a cada 24 horas, ou conforme saturação do curativo secundário.
Concentração de papaína para feridas necróticas (para coagulação 10% –
Com ferida exsudato purulento 4-4%
Com tecido ferido desmoronado 2%
Diluições
100 ml 1% 1g
1g 50 ml 2%
50 ml 4% 2g
3g 50 ml 6%
50 ml 8% 4g
50 ml 10% 5g
50 ml 12% 6g
50 ml 14% 7g
50 ml 16% 8g
50 ml 18% 9g
10 g 50 ml 20%
Deve ser diluído em soro ou água fisiológica
Não colocar em recipientes metálicos, pois agentes oxidantes inativam: ferro, iodo e oxigênio.
Deve ser colocado apenas no local onde há necessidade
Colocar sobre uma crosta ou produto que integre poderosamente, pois causa maceração e dor intensa.
SOLUÇÃO SALINA PARA CICATRIZAÇÃO COM UMIDADE 0,9%
Mecanismo de ação
O ambiente úmido mantém a ferida, favorecendo o processo autolítico (degradação natural do tecido desvitalizado) pela ação de enzimas, favorecendo a formação do tecido de granulação.
Indicações
Para limpeza de feridas com quantidade leve a moderada de exsudato.
Contraindicação: cicatrização por primeira intenção em feridas intensas.
Como usar
Limpar a ferida com solução salina 0,9% em pequenos jatos.
Quando necessário, realizar a remoção do exsudato, utilizando gaze embebida em solução salina 0,9% e realizando o procedimento com movimentos suaves e lentos para não prejudicar o processo cicatricial.
Após a limpeza rigorosa, colocar gazes estéreis embebidas em solução salina 0,9% sobre o leito da ferida (gaze primária ou de contato: Rayon).
Cobrir a ferida com gaze estéril seca (cobertura secundária).
Trocar o curativo secundário sempre que estiver úmido ou no máximo a cada 24 horas.
O aquecimento da solução salina é recomendado para evitar choque térmico ou trauma à ferida. Isso deve ser feito apenas sob aquecimento a temperatura ambiente do corpo.
Ácidos graxos essenciais
Formulação
São óleos vegetais derivados de ácidos poli-insaturados. A composição do produto comercializado para tratamento de feridas é: ácido linoleico, ácido caprílico, ácido caprico, vitaminas A e E e lecitina de soja.
Indicações
Prevenção e tratamento de úlceras de pressão e lesões abertas, com ou sem infecção.
Contraindicações
Em lesões necróticas, o desbridamento tecidual é necessário.
Mecanismo de ação
Os ácidos graxos essenciais possuem ação quimiotática. São precursores de substâncias farmacologicamente ativas envolvidas na divisão celular e no processo de diferenciação epitelial (tromboxano e prostaglandina), possuindo a capacidade de modificar a resposta inflamatória e imunológica, alterando e acelerando a função dos leucócitos no processo de cicatrização tecidual.
Como usar
– É necessário remover o tecido fibroso ou necrótico.
– Limpar a ferida com solução salina 0,9% em pequenos jatos.
– Quando necessário, realizar a remoção do exsudato utilizando gaze embebida em solução salina estéril, realizando o procedimento com movimentos suaves e lentos para não prejudicar o processo cicatricial.
– Após a limpeza rigorosa, colocar gazes estéreis embebidas em ácidos graxos essenciais sobre o leito da ferida.
– Cobrir a ferida com gaze estéril seca.
– Trocar o curativo sempre que necessário ou no máximo a cada 24 horas.
Alginate de cálcio
Composição
São sais poliméricos naturais derivados de algas marrons. Os compostos cicatrizantes são alginato de cálcio, ácido gulurônico e ácido manurônico, com íons de cálcio e sódio incorporados durante o processo de fabricação. Estes são apresentados em embalagens estéreis.
Mecanismo de ação
O exsudato de sódio presente no sangue e no cálcio interage com uma troca iônica, promovendo a cicatrização, o que ajuda no desbridamento autolítico, tendo alta capacidade de absorção e formando um meio gelatinoso úmido que mantém a cicatrização.
Indicações
– Feridas altamente exsudativas, abertas ou com e sem infecção, que necessitam de estímulo rápido para a formação de tecido de granulação.
Contraindicações
– Lesões por queimaduras ou lesões superficiais e feridas com pouca ou nenhuma exsudação.
Instruções de uso
– É necessário remover o tecido fibroso ou necrótico.
– Limpar a ferida com solução salina 0,9% em pequenos jatos.
– Quando necessário, realizar a remoção do exsudato utilizando solução salina estéril embebida em gaze, realizando o procedimento com movimentos suaves e lentos para não prejudicar o processo cicatricial.
– Após a limpeza rigorosa, colocar o alginato de cálcio no leito da ferida de forma asséptica, sem deixar as fibras nas bordas. Utilizar solução salina 0,9% como auxílio para a modelagem do leito da ferida.
– Cobrir a ferida com gaze estéril seca.
– Trocar o curativo sempre que necessário ou no máximo a cada 24 horas.
– Quando a quantidade de exsudato reduzir e a ferida estiver granulada, deve-se substituir o curativo por um hidrocolóide ou alginato, ou por tratamento tradicional com solução salina 0,9% (critério dependente do local e tamanho da profundidade da lesão).
Hidrocolóides
Composição
São compostos estéreis de duas camadas: uma externa de espuma de poliuretano e uma interna de polímeros elastoméricos associados a três hidrocolóides: gelatina, pectina e carboximetilcelulose (CMC-Na), protegidos por um papel protetor de silicone.
Mecanismo de ação
– A camada externa possui propriedades de barreira térmica, contra gases, líquidos, microrganismos e mecânicos.
A camada interna temporária possui propriedades de absorção de exsudato (gel), manutenção do pH ácido, manutenção do ambiente úmido (estimulando a granulação e o desbridamento autolítico) e alívio da dor, não aderindo às terminações nervosas do leito da ferida, facilitando a cicatrização e a adesão secundária.
Indicações
– Prevenção ou tratamento de úlceras de pressão não infectadas. Tratamento de feridas abertas, exsudativas, leves a moderadas, infectadas.
Contraindicações
– Qualquer processo de infecção local.
Instruções de uso
– Limpar a ferida com solução salina 0,9% em pequenos jatos.
– Quando necessário, realizar a remoção do exsudato utilizando solução salina estéril embebida em gaze, realizando o procedimento com movimentos suaves e lentos para não prejudicar o processo cicatricial.
– Secar bem a pele periulceral.
– Selecionar um curativo que ultrapasse a ferida em pelo menos 3 cm.
– Pressionar levemente as bordas do curativo para aderir.
Observações
A interação do exsudato com o curativo pode resultar em um gel amarelo viscoso (semelhante ao purulento) nas primeiras trocas, o que pode causar um odor desagradável e a remoção de tecidos desvitalizados.
PRATA SULFADIAZINA
Descrição:
É um composto de ação solúvel e adstringente derivado de sais de prata com propriedades antissépticas locais.
Mecanismo de ação
O íon prata causa precipitação de proteínas e envelhecimento celular, afetando a membrana citoplasmática da célula bacteriana, exercendo ação bactericida e bacteriostática imediata pela liberação de pequenas quantidades residuais de prata.
Indicações
Prevenção e tratamento de queimaduras.
Instruções de uso
– Limpar a ferida com solução salina 0,9% em pequenos jatos.
– Quando necessário, realizar a remoção do exsudato utilizando solução salina estéril embebida em gaze, realizando o procedimento com movimentos suaves e lentos para não prejudicar o processo cicatricial.
– Aplicar o creme em toda a extensão da ferida, utilizando técnicas assépticas.
– Cobrir com gaze estéril.
CURATIVO NÃO ADERENTE ESTÉRIL
Descrição
É um curativo não aderente, estéril, composto de material de acetato de celulose, impregnado com emulsão de petrolato.
Indicações
É indicado como cobertura primária para queimaduras, úlceras e áreas receptoras de enxertos, abrasões e lacerações onde não seja necessário um curativo aderente.
Como usar
– Limpar a ferida com solução salina 0,9% em pequenos jatos.
– Quando necessário, realizar a remoção do exsudato utilizando solução salina estéril embebida em gaze, realizando o procedimento com movimentos suaves e lentos para não prejudicar o processo cicatricial.
– Aplicar o curativo na ferida com técnica asséptica.
– Cobrir com gaze estéril.
– Deve ser trocado sempre que houver diminuição da aderência ou de acordo com as condições do exsudato.
HIDROGEL
Descrição
É um composto de água, carboximetilcelulose (CMC) e propilenoglicol (PPG), que é um hidrogel transparente e incolor com função de remoção de tecidos necróticos por desbridamento autolítico.
Mecanismo de ação
A água (77,7%) mantém o ambiente úmido, a CMC (2,3%) fornece propriedades de desbridamento reidratantes e o PPG (20%) estimula a liberação de exsudato.
Indicação
Adequado para remoção de tecido necrótico em lesões cavitárias.
Como usar
– Limpar a ferida com solução salina 0,9% em pequenos jatos.
– Quando necessário, realizar a remoção do exsudato utilizando solução salina estéril embebida em gaze, realizando o procedimento com movimentos suaves e lentos para não prejudicar o processo cicatricial.
– Aplicar o gel nas cavidades da ferida de forma asséptica.
– Cobrir com curativo estéril.
– Trocar o curativo diariamente ou sempre que houver saturação.
CARVÃO ATIVO PARA CICATRIZAÇÃO
Descrição
É um curativo estéril não aderente, composto por um material que envolve a ferida em toda a sua extensão, com uma almofada impregnada de carvão ativado e prata a 0,15%.
Mecanismo de ação
O carvão adsorve o exsudato e filtra odores, enquanto a prata exerce poder bactericida local pela liberação de prata.
Contraindicações
Não deve ser usado em queimaduras, pois pode causar dor. O curativo não deve ser cortado, pois a liberação de carvão ativo ocorre.
Como usar
– É necessário remover o tecido necrótico ou fibroso.
– Limpar a ferida com solução salina 0,9% em pequenos jatos.
– Quando necessário, realizar a remoção do exsudato utilizando solução salina estéril embebida em gaze, realizando o procedimento com movimentos suaves e lentos para não prejudicar o processo cicatricial.
– Colocar o curativo sobre a ferida com carvão ativado.
– Cobrir a ferida com gaze estéril seca.
– Trocar o curativo sempre que necessário ou no máximo a cada sete dias, especialmente se a ferida estiver infectada.
– Quando a quantidade de exsudato diminuir e a ferida estiver sem granulação e odor, deve-se substituir o curativo por um hidrocolóide ou carvão ativado para tratamento tradicional com solução salina 0,9% (critério dependente do local e tamanho da profundidade da lesão).
PROTETORES DE PELE PARA OSTOMIA
Descrição
São compostos de gelatina, pectina, sódio e carboximetilcelulose, com função de proteger e regenerar a epiderme em ostomias e fístulas periostomais.
Apresentação
Pó – adequado para lesões úmidas e excoriadas periostomais. Sua função é formar uma película protetora sobre a pele.
Pasta – adequada para correção de imperfeições do estoma. Sua função é selar a pele ao redor do estoma, formando um anel ao redor do estoma.
Placa – adequada para regeneração da pele periostomal e fixação da bolsa.
Indicações
– Fístulas ou ostomias.
Como usar
– Limpar a região periostomal com solução salina 0,9%.
– Secar cuidadosamente com gaze estéril.
– Aplicar o pó ou pasta na área periostomal, se necessário.
– Fixar a placa (quando conectada a uma bolsa, em apresentações individuais).
– Remover somente quando aderente.
BOTA DE UNA
Descrição
Consiste em um curativo elástico contendo gaze de óxido de zinco. É acrescido de glicerina, goma arábica, óleo de castor e petrolato para evitar o endurecimento. No HC, é manipulado na farmácia e consiste em uma massa de óxido de zinco, glicerina, gelatina e água.
Indicação
Tratamento ambulatorial e domiciliar de úlceras venosas e edema linfático.
Contraindicação
Úlceras e feridas arteriais mistas (arterio-venosas).
Mecanismo de ação
Evita o edema dos membros inferiores, facilitando o retorno venoso e a cicatrização das úlceras.
Observações
– O produto deve ser utilizado somente com prescrição médica (vascular).
– A falta de repouso e elevação adequada da perna pode aumentar o edema e retardar a cicatrização.
– Devem ser observados sinais de infecção local com o uso do curativo.
– Devem ser seguidas as orientações de uso.
Como usar
– Manter a perna elevada durante a noite.
Para a manipulação do produto
– Aquecer a massa em banho-maria.
– Desinfetar o membro inferior.
– Enfaixar a perna com gaze (12 cm).
– Aplicar a massa com movimentos circulares em todo o membro (caudal/cefálico).
– Amarrar com gaze.
– Após 5 minutos, amarrar com gaze crepe.
– Manter repouso para secagem por 20 minutos.
Para o produto comercializado
– Preparar a aplicação da bota na perna com repouso e cuidados adequados.
– Implementar totalmente sem pressão na pele do membro.
– Aplicar a bandagem na base do membro, envolvendo-a de forma a deixá-la enrugada.
– Aplicar até a altura do joelho e amarrar.
– Colocar uma bandagem de compressão elástica.
FILMES SEMI-MEMBRANOSOS OU PERMEÁVEIS
É um material estéril utilizado como cobertura, com possibilidade de oclusão de feridas exsudativas leves.
São transparentes, permitindo a visualização das características da ferida e proporcionando mobilidade ao paciente.
Composição – filme de poliuretano, transparente, elástico, semi-permeável, aderente a superfícies secas.
Mecanismo de ação – Proporciona um ambiente úmido, favorável à cicatrização, com permeabilidade seletiva, permitindo a difusão gasosa e a evaporação da água, sendo impermeável a fluidos e microrganismos.
Indicação – Fixação de cateteres vasculares; cobertura de feridas cirúrgicas com pouco ou nenhum exsudato; prevenção de úlceras por pressão devido à fricção; cobertura de queimaduras de grau 1 e 2; cobertura de áreas doadoras de enxertos.
Contraindicações – feridas com muito exsudato, feridas infectadas.
Trocar quando perder a transparência.
CREME ENZIMÁTICO
São compostos de enzimas específicas para substratos específicos, com a finalidade de auxiliar no desbridamento, não havendo conclusões definitivas sobre a ação do processo cicatricial.
Composição – colagenase, peptidase A e enzimas proteolíticas.
Mecanismo de ação – degrada seletivamente o colágeno nativo da ferida.
Indicação – desbridamento enzimático de lesões invasivas.
Contraindicação – cicatrização de feridas por primeira intenção.
Não usar por mais de 15 dias.
Trocar o curativo a cada 8 horas.
Observações: a eficácia dos cremes enzimáticos e a epitelização da granulação são questionáveis, com aumento dos níveis de proteases, fatores de crescimento e degradação das membranas celulares que são importantes no processo de cicatrização.
Observações: a utilização de antibióticos tópicos não apresenta eficácia no tratamento local e pode induzir resistência bacteriana.
IMERSÃO EM SOLUÇÃO ANTI-SEPTICA
As soluções antissépticas são de concentração clínica, resultando em toxicidade para as células envolvidas no processo de cicatrização de feridas in vitro. A capacidade bactericida dessas soluções é comprometida na presença de sangue e exsudatos, sendo que quanto maior a concentração, maior a capacidade de citotoxicidade.
CICATRIZAÇÃO ADERENTE NÃO
Composição: rayon viscose impregnado com emulsão de polivinilpirrolidona-iodo 10%.
Mecanismo de ação: Bactericida tópico não aderente.
Indicação: Cicatrização primária de feridas infectadas.
Tipo de ferida: lesões superficiais ou contaminadas infectadas. (Não usar em feridas com túneis).
Contraindicação: feridas limpas (datadas e abertas) ou ostomias.
Periodicidade da troca: a cada 24 horas, na alteração da cor para alaranjada.
Observações: soluções antissépticas são citotóxicas para várias células envolvidas no processo cicatricial (leucócitos, fibroblastos, monócitos, etc.). A eficácia bactericida depende da concentração e pode ser alterada na presença de materiais orgânicos.
CURATIVO COM CLORHEXIDINA IMPREGNADA EM PARAFINA 0,5%
Composição: gaze de malha aberta impregnada com parafina e clorexidina a 0,5%
Mecanismo de ação: Bactericida tópico não aderente.
Indicação: Cicatrização primária de feridas infectadas.
Tipo de ferida: lesões superficiais ou contaminadas infectadas. (Não usar em feridas com túneis).
Contraindicação: feridas limpas (datadas e abertas) ou ostomias.
Periodicidade da troca: no máximo a cada 24 horas.
Observações: soluções antissépticas são citotóxicas para várias células envolvidas no processo cicatricial (leucócitos, fibroblastos, monócitos, etc.). A eficácia bactericida depende da concentração e pode ser alterada na presença de materiais orgânicos.
CURATIVO HIDROPOLIMÉRICO ADERENTE
Composição
É um curativo altamente absorvente para feridas com exsudato moderado, proporcionando um ambiente úmido para o processo de cicatrização. Este curativo é aderente devido à presença de polímeros hidrofílicos que mantêm a adesão do curativo.
Mecanismo de ação
– Proporciona um ambiente úmido e estimula o desbridamento autolítico. Absorve o exsudato e se expande suavemente à medida que absorve o exsudato.
Indicações
– Tratamento de feridas abertas infectadas.
Contraindicações
– Queimaduras de grau 3;
– Lesões com vasculite ativa;
– Feridas colonizadas e infectadas, com tecido desvitalizado.
Instruções de uso
– Limpar a ferida com solução salina 0,9% em pequenos jatos.
– Quando necessário, realizar a remoção do exsudato utilizando solução salina estéril embebida em gaze, realizando o procedimento com movimentos suaves e lentos para não prejudicar o processo cicatricial.
– A pele peri-lesional deve ser bem enxugada.
– Aplicar o curativo no centro da ferida.
– Remover a proteção do curativo e aplicar sobre a ferida.
– Pressionar levemente as bordas do curativo para aderir.
– Trocar o curativo sempre que necessário ou no máximo a cada 7 dias.
Observações
O curativo hidropolimérico aumenta a resistência à água e a adesão leve, aumentando a resistência à água.
TRATAMENTO DE FERIDAS COM OXIGÊNIO HIPERBÁRICO
A medicina hiperbárica possui amplas aplicações:
a – Atividade em mergulho profissional, pilotos e trabalhadores sob ar comprimido, prevalecendo uma abordagem ocupacional
b – Referencial como aplicação em clínicas de oxigênio hiperbárico (O tratamento é pré-agendado em várias sessões, com pressão, duração, intervalos e taxas de aplicação variáveis, de acordo com as necessidades do paciente). A inalação na HBO consiste em oxigênio puro em um ambiente de pressão aumentada, que pode ser três vezes o valor normal, em uma câmara hiperbárica. Durante o processo, ocorre um aumento de 10 a 20 vezes na quantidade de oxigênio dissolvido nos tecidos.
APLICAÇÕES CLÍNICAS
Inúmeras indicações são determinadas por vários protocolos internacionais:
1. Acidente gasoso.
2. Doença descompressiva.
3. Embolia gasosa traumática.
4. Envenenamento por monóxido de carbono ou intoxicação por fumaça.
5. Envenenamento por cianeto ou derivados cianídricos.
6. Gangrena gasosa clostridiana.
7. Doença de Fournier.
8. Infeções necrosantes de tecidos moles: celulite, miosite, fasciite, deiscência de sutura.
9. Isquemia traumática aguda: lesão por esmagamento, síndrome compartimental, reimplante de membros amputados e outros.
10. Retalhos comprometidos ou enxertos em risco.
11. Vasculite aguda de etiologia alérgica, por drogas ou toxinas biológicas (aracnídeos, serpentes e insetos).
12. Queimaduras complexas.
13. Lesões refratárias: úlceras por pressão, vasculogênicas, neuropáticas (ex: diabéticas) e outras.
14. Lesões por radiação: radiodermite, lesões actínicas, osteorradionecrose e membranas mucosas.
15. Osteomielite crônica.
16. Perda auditiva por ototoxicidade de agentes quimioterápicos.
17. Casos de anemia aguda com impossibilidade de transfusão sanguínea.
CONCEITO DE OXIGÊNIO HIPERBÁRICO
A HBO é caracterizada pela inalação de 100% de oxigênio ou respiração espontânea em respiradores mecânicos em um ambiente sob pressão, ou ainda, pela exposição dos membros ao oxigênio por meio de tendas pressurizadas, com pressão no ambiente. Na HBO, o paciente deve ser colocado em uma câmara hiperbárica. Estas podem ser multiclientes, que envolvem simultaneamente várias pessoas, incluindo o médico e/ou enfermeiro especializado, e são pressurizadas com ar despressurizado, sendo nesta situação o oxigênio respirado através de máscaras e capuzes especiais.
As câmaras monoclientes permitem acomodar apenas um cliente, sendo pressurizadas com oxigênio puro, sem necessidade de dispositivos especiais para a inalação do gás.
Existem limites pré-estabelecidos para a HBO em relação à pressão e ao tempo de exposição, pois existem efeitos neurológicos, pulmonares e sinusais (paranasais, frontais, etc.) e no ouvido interno.
CÂMARA HIPERBÁRICA MULTICLIENTE
Preparar para o início da sessão o profissional médico deve educar o cliente sobre a colocação das máscaras de respiração.
CÂMARA MONOCLIENTE
Antes de iniciar a terapia, o cliente deve passar por uma anamnese e exame clínico completo, com atenção especial ao sistema auditivo e pulmonar. Ele deve ser informado sobre todas as medidas de segurança e o uso adequado do equipamento, para evitar faíscas que possam ser liberadas por equipamentos elétricos, pois o oxigênio é altamente inflamável.
Durante a condição hiperbárica, alguns efeitos do oxigênio possuem interesse fisiológico particular, como:
– Efeito anti-edematogênico, facilitando o retorno venoso.
– Ação microbicida e microbiostática, através da inibição da biossíntese de aminoácidos, transporte através da membrana bacteriana e síntese e degradação do DNA bacteriano.
– Mudanças na bioquímica oxidativa de agentes tóxicos.
– Efeito sinérgico com outros medicamentos, como antibióticos sistêmicos.
– Efeito de neoangiogênese, facilitando a regeneração do colágeno e a formação de novos vasos.
A HBO atua na formação do tecido, acelerando a cicatrização e controlando a infecção. Seus tratamentos têm mostrado resultados positivos em casos de fasciíte necrosante e síndrome de Fournier. O maior desafio tem sido a pesquisa e protocolos sistemáticos que demonstrem cientificamente o potencial clínico indiscutível desse recurso terapêutico.
TERAPIA A LASER NO TRATAMENTO DE FERIDAS
A origem do termo advém do acrônimo LASER – Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation (Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação).
HISTÓRICO
Desde a década de 1960, estudos foram realizados sobre a terapia a laser e seus efeitos na reparação tecidual, demonstrando sucesso em investigações sobre sua aplicabilidade, e hoje a terapia a laser é aplicada no tratamento de feridas.
Caracteristicas do Raio Laser
To be used reparacao cutanea na Raio laser scar or deve possuir otima interação cutaneous tecido com.
O composto be laser trim of various gases, Thais as CO2, diode, neodymium (Nd) and Helio-Neonio (HeNe).
HeNe laser O eo mais emprego na reparacao tecidual.
Indication
Suitable as coadjuvant superficiais no tratamento of wounds and deep, flush ou infected.
CONTRA-Indication
Em lesoes neoplastic, that powerfully stimulate ja o seu desenvolvimento, e em retinopathy carrier customers.
PERIODICIDADE OF APLICAÇÃO
O application rates and variavel number or type of ferida second phase, scar and protocol used.
COM FOR HEALING lasertherapy O Tratamento
O leito da deve being blanketed umide against, for example, program com linoleic acid (acid grax Essential – AGE) and hydrogel.
O healing Devera be replaced in the mean at 12 ou 24 hours and given that for contaminated
THERAPEUTIC Efeito
– Proliferated: neo-angiogenese increases, Synthesis of fibroblasts, collagen and ATP (adenosine triphosphate).
– Fibrinolytic: provides fibrinolise.
– Anti-edematogenic: facilitates or venous-lymphatic, Acao Due vasodilatodora two capillaries.
– Anti-inflammatory: Synthesis of prostaglandin na interferes, increasing capillary permeabilidade.
– Analgesics: quimiotaxicas releases substances that estimulam to liberacao of endorphins, or potential normalizing gives eletrico cell membrane.
– Antibacterial: increases Quantidade of interferon, a powerful natural bacterial agent.
TECHNICAL APLICAÇÃO
A technique utilized depends aplicação das da ferida leito characteristics do, especially Dimensão sua.
1. Tecnica Pontual ou ponto a ponto: e applied certain pontos em to da side ferida.
2. External varredura Technique: e applied to em all da ferida overboard.
3. Internal varredura Technique: e applied within own against da.
4. Mista varredura Technique: sao applied jointly as internal and external varreduras.
5. Technical associada – sao applied jointly to Pontual and varredura mista
Topical
Ointments: oleo em emulsao water (about 40% water-, podem conter drugs and preservatives, indicated for treatment / sao.
Cream: water em emulsao of oil (about 60% water-alcoholic podem conter (ressecamento-e preservatives, suitable for lubrificacao (cosmeticos-.
LOCOES: po em Suspensão liquid (water, alcohol, oil-cooling tem efeito, um film residual formamide, lubrificacao suitable for e / ou tratamento, continuous use prune ressecamento cause da pele.
GEL: mistura semi-solid (propylene glycol and water-, podem conter alcohol, refreshing Acao tem, suitable for peel oil (cosmetics-e tratamento.
RB: granules of solid particles, Função of absorcao tem, suitable for areas ressecamento of Umida.
PASTA: po em ointment (approx. 50% of po-less absorcao percutaneous, indicacoes semelhantes as ointments.
SPRAY: ou medicines used by cosmetic Suspensão pressão em, as semelhantes indicacoes locoes.
REMOCAO
Locoes and cremes: removing water com
Ointments and pastes: removing oil com
DESBRIDAMENTO
Resumo: Limpar to ferida tecido removendo or devitalized and bacteria and Essential for a cicatrização. Or mow be prebooked THROUGH desbridamento of Surgical technique, mechanical, chemical and autolytic ou. This artigo e uma revisão of recentes estudos that benefits you and indicacoes discutem each uma From these techniques.
Palavras-chave: desbridamento, wounds.
Introdução: debridement eo ato da ferida or removing devitalized tecido e / ou ao Estranho material body. A AHCPR – Agency for Health Care Policy and Research (1) um descreveu basic level of care for the wounds or consisting tratamento em:
1-Desbridamento do tecido necrotic.
2-limpeza da ferida.
3-prevenção, tratamento da infecção e diagnosis.
4-utilização of coverage gives leito mantenha ferida umide or as suas edges intact.
O desbridamento e tratamento Essential to or from wounds, necrotic and cicatrização tecido pois nao ocupam or ao mesmo tempo very spot, ou seja, for there reparacao tecidual or necrotic tecido Devera be removed beforehand. Agren and Stromberg (2), Black (3), Boxer, Gottesman and Bernteing (4) foram alguns descreveram authors that either prevent cicatrização tecido das necrotic wounds. Reuley (5) descreveu than or necrotic tecido e um meio of infecção e, as e avascular, systemic antibiotic nao Reagan. Longe (6) that either tecido observou uma resposta necrotic inflammatory PROMOVE exacerbated by slowing or Process of reparacao assim tecidual. Select and perform a method of safe and Appropriations desbridamento e Função do profissional ferida providing care. O da limpeza desbridamento PROMOVE Lesa, contaminacao reduz to bacterial, promote um meio e otimo to prepare against cicatrização for Surgical Intervenção like or enxerto rotacao of retalho ou. Goode (7) or desbridamento descreveu that truth a colonização reduz to bacterial lesoes pois com tecido Presence of necrotic estao associadas niveis of contaminacao senior. A forth between contaminacao relação e tem scar flaw described by several authors (8,9).
Deve-debrided to be against this apresentear tecido semper devitalized: necrose of coagulacao – Presence of crust characterized pela preta e / ou bem darkly necrose of liquefacao – Hair characterized tecido amarelo / esverdeado e / ou apresentear against when a infecção e / ou Presence of purulent secrecao. Surgical Desbridamento, mechanical, chemical stimulus THROUGH autolytic ou sao algumas podem techniques that be used, porém devemos lembra each possuía vantagens procedimento, desvantagens and Indication for use. A combinação of techniques mais prune or method be effective.
Desbridamento Surgical: Surgical desbridamento O is remocao do tecido na necrotic THROUGH of Surgical procedimento. I do desbridamento Surgical foram benefits described by Barrett and Blibanski (10), Michocki and Lamy (11), Long (6), Bale and Harding (12). Steed (13) that either desbridamento demonstrou Agresso em Essential chronic ulcers and to facilitate cicatrização. Surgical desbridamento O can be used to give necrose of coagulacao remocao – preta and hardened crust, extensive necrotic areas, and of necrose of liquefacao – tecido amarelo / da infecção esverdeado resulting devitalized bacteria. O mais desbridamento Surgical technique comes to remocao fast and gives truth a necrose, especially when or patient Intervenção necessit of urgency, as we em where cellulite has Presence ou sepsis. O desbridamento a beira do leito can be done outpatient ou em lesoes cuja necrose area nao seja muito extensive. Nestes cases, local analgesia geral nao e necessaria tecido seen or unprovided of sensacao necrotic and painful. We lesoes cases of large ulcers ou grau IV, or patient Devera be encaminhado ao Surgical Center. Profissional hair Se or choose a beira do desbridamento Surgical outpatient ou leito, really consider:
I-Tempo, local e situação: o be done desbridamento Devera local em quiet, com boa Iluminação, onde existam to Realização of technical condições e atendimento asseptica possiveis as compli.
II “I do limit patient / profissional: o procedimento ultrapassar nao Devera 30 minutes. Otherwise, shall levy or patient / profissional to Fadiga and discomfort.
III-A Suspensão do procedimento when:
a) increase or stress level of patient / profissional;
b) ou hops is abnormal bleedings process occurs;
c) observe Presence do tendao, ou muscular fascia periosteum. Lembra-se: total desbridamento do tendao prune perda do involve movement.
IV-O tecido necrotic and avascular. Logo, nao bleeds. E unprovided of terminacoes veined. Logo, because dor nao. Fonte ee Tem desagradavel odor of infecção. Sua removal and safe e sem um procedimento compli since seja um profissional by enabled. Otherwise, choose deve-be outras desbridamento techniques that tambem sao oferecem effective and less compli cliff.
Surgical Technique desbridamento
O desbridamento Surgical technique Devera be performed strictly asseptica com. For cases of unexpected bleedings or Devera profissional disposicao ter material for hemostasis. Desbridamento Classificados Surgical techniques as em:
Cover I-Technique: use-laminate is uma das descolamento scalpel to do tecido necrotic edges. Full descolamento Apos and edges e melhor das VISAO do comprometimento tecidual, initiated withdrawal is a given area separating committed-to Complete tecido do to tie the whole way necrose saia em uma tampa. Mais indicated for necrose of coagulacao. Observacao: Queixa prune or patient-dor is in se o tecido Sadio for ATINGIDOS.
II-Square Technique: use-laminate is uma scalpel to Realização, no necrotic tecido of quadradinhos small (2 mm to 0.5 cm) that gives poderao be delicately removed against a-um, sem mais tecidual comprometimento cliff deep. Mais indicated for necrose of coagulacao. This technique can be used tambem to provide substance penetracao no tecido debriding necrotic.
III-Slice Technique: Use-of scalpel blade is uma ou um Tesouro Aris to remove a print or electronic necrose na ferida rather disorganized. Com care against apos or desbridamento: Apos or desbridamento to be washed thoroughly against Devera com soro jatos of physiological, is possivel aquecido, a fim to remove all the residual necrose. Em if bleedings, perform local compressao for 5 consecutive minutes. Topical agents such as calcium alginate em po com podem be used effectively. Receivable against using coverage or leito umide mantenha da ferida. Grax acids essenciais fim poderao be used to prevent infecção (14).
Mechanical Desbridamento:
O na aplicação desbridamento mechanism consists of mechanical forca form certified on or necrotic tecido a fim sua remocao provide, um meio promovendo Acao ideal for a primary coverage. Amongst you are vestments Procedures:
I gaze ou com-Friccao sponge-Indication: lesoes com small areas of liquefacao necrose. Acao mode: remove the surface gives necrose. Technique: esfregar to gaze tecido not necrotic for 2 ou 3 minutes as center to edges do da ferida. Observacao: this technique be painful and powerfully deve geral be outras associada a desbridamento techniques. Never apply em em tecido com granulacao areas.
II-Irrigacao of soro com jato: Indication: lesoes com necrose Presence of liquefacao e infecção com exsudato drenagem of pus. Acao mode: a utilização of seringa agulha com 20 ml of 19 gauge for desbridamento foi demonstrated by Stevenson, Thacker, Rodeheaver (15). A Produção de pressão to 8 psi significantly foi na remocao truth a bacteria, devitalized tecido e prevenção of infecção. Technique: wash ferida com jato 0.9% SF esteja apparently ate it cleans. Observacao: a technique to be associada a outros desbridamento methods.
III – Irrigacao pulsed: Indication: lesoes extensive com muito exsudato, adherent and areas of difficult com Acesso (Ex: thorax). Acao mode: a forca da uma pressão Gravidade exerts no soro, which tem um seu catheter equipment connected to local limpeza promovendo to give against. Observacao: Acao ter prune Seletiva, pressão variavel, tecidual maceracao cause. Muitas vezes em Devera be applied continuously to all com aspiracao remocao do na Excess of liquid cavities. Altera provides against temperature. Logo, or ideal and that seja used aquecido soro. Um no Lançamento last two international market descartavel eo pulsatile irrigator, who mow be moved to drums. Com Mesmer used a two vacuum cleaners em Surgical Center, tem capacidade ferida irrigating to control com pressão that will be given on or tecido Exerc, making consecutive aspiracao tambem nao traumatic. Haynes (16) concluiu that throbbing e bem mais irrigacao that truth a hydrotherapy.
IV – Hydrotherapy: Indication: lesoes extensive large areas com crust com e / ou secrecao espesso purulent. Acao Mode: hidratacao increases local circulacao encourages, amolece to necrose, remove residuais agents; solta necrotic strands – Sayer (17). Technique: make hydrotherapy uma ao once a day for 20 minutes or leito tie that gives ferida esteja limpo. Observacao: promoting maceracao tecidual; Banheira cause infecção ou podem tanks cross.
V – Healing umide-dry: Indication: nao lesoes extensive com necrose small areas of liquefacao.
Acao mode: a gaze Umid, em contato com a necrose, Ressèc and Adere ao tecido, or exsudato absorvendo tambem. Technique: Umida apply to gaze on a necrose and remove apos four hours. Observacao: a technique Desta pratica abandoned tem, pois nao or mow processo be Seletiva, traumatizing or e tecido of granulacao epitelizacao (6). Due to technical ao fato of being in pain, analgesia or patient Receive adequado Devera.
VI-Desbridamento enzyme: O na aplicação desbridamento enzyme is topical debriding enzymes tecido no necrotic form certified. E um pratico method, be sure and prune tambem ou associado ao Surgical desbridamento mechanic. Garbin (18) descreveu several enzymes podem be used to desbridamento: estreptoquinase, papain, ea bromalina collagen. Estudos GOES double-tem gives positive proof of efficacy debriding agent collagen (19). A papain and compost by proteolytic enzymes, Ativan on or pH 3-12. E carica da Papaia originated and tem-um is shown potent debriding. Associada com Urei, mostrou-effective mais do is that when collagen used for ulcers no tratamento com pressão coberta necrose of coagulacao e liquefacao (20). Indication: lesoes com necrose Presence of liquefacao e / ou coagulacao, com ou sem secrecao Presence of purulent. Observacao: Surgical desbridamento indicate Presence of cellulite na e / ou local abcess.
VII – Desbridamento Autolytic: autolysed natural degradacao do tecido ea devitalized. A resposta Migração stimulates leukocyte inflammatory, predominantly tem a responsabilidade polimorfosnucleares to make a lise do tecido devitalized. To isso, produces proteolytic enzymes (proteases) and fibrinolytic (collagen). A collagen and enzyme considered important mais lise do make a collagen, or qual represents approximately 75% dry weight do da pele. A primary coverage utilização ou seja, that we em contato com a ferida Direto, promote um meio umide suitable one to Migração leukocyte estimulam e, consequentemente to Acao da leito From these enzymes are not about to necrose ferida. Linoleic acid is O tambem tem um shown potent agent multiples autolytic Due aos seus Efeitos em several cellular func envolvem or Process of reparacao tecidual (14). Alem be highly quimiotatica uma substance (21) or linoleic acid involving this form certified na formação da protaglandina E2 (PGE2) – (22), qual uma elevacao because we niveis intracellular cyclic adenosine monophosphate (cAMP) which, once sua , ea ativacao promote Regulação da da produção sequence of collagen (23.) Os macrophages, attracted to a given THROUGH against hair trigger chemotaxis stimulated linoleic acid do, sao fonte collagen. Um assim large number of macrophages and neutrophils and fibroblasts and found that sofres resposta no tecido inflammatory contribuindo to a collagen do remocao degradacao and discover that no tecido em decomposicao necrotic. E lembra important anti-inflammatory agents and corticosteroids fosfolipideos bloqueiam to Conversão two required for the Synthesis of PGE2, a produção da assim inibindo hairs collagen macrophages (24). O desbridamento autolytic and Seletiva, nao nao e-invasive and causes damage ao tecido Sadie. Trim associado a outras tambem be desbridamento techniques. Qualquer coverage to umidade mantenha leito not give ferida, desbridamento ajudar tambem or autolytic. Indication: o desbridamento autolytic is indicated for all types of necrotic you even for patients who suportam ou nao tem against Indication for utilização of types of desbridamento outros.
Observacao: e question or method desbridamento e mais slow, kind of coverage do dependendo used, prune tecidual maceracao cause.
Guia das techniques desbridamento pratico
CONCLUSION: A persistent chronic ferida resposta Due to chronic inflammation, a chronic inflammatory resposta persists Due to Presence of devitalized tecido, exsudato and bacteria, I quais sao potent inflammatory agents. A process occurs cicatrização ate nao you’re angry imunogenicos agents sejam da ferida removed and limpeza desbridamento All across effectively. A análise do judicious patient and two against da pros and cons of each technique described conduzira or a escolha profissional o / I method / s indicated mais / s for each case to provide melhores condições fim for tecidual reparacao
